Direita avança na Europa e Macron dissolve parlamento francês
Eleições no parlamento europeu ampliam força conservadora, com 402 das 720 cadeiras do bloco

Após seu partido ser praticamente arrasado pela direita nas eleições deste domingo (9), o presidente da França, Emmanuel Macron, decidiu dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas no país. A previsão é de que o pleito aconteça em 7 de julho, em meio aos Jogos Olímpicos de Paris.
O grande vencedor da disputa democrática foi o Rassemblement National (RN), liderado por Jordan Bardella, e que deverá assumir como primeiro-ministro no lugar de Gabriel Attal, da situação, representada pelo partido Renaissance. O RN recebeu cerca de 32% dos votos contra 15,2% da legenda fundada por Macron.
Depois de reconhecer a derrota, Macron discursou em rede nacional para lamentar “o avanço da extrema-direita”.
“Decidi devolver a vocês a escolha do seu futuro parlamentar por meio do voto. Portanto, estou dissolvendo a Assembleia Nacional esta noite”, anunciou Macron. “Esta decisão é pesada. Mas é, acima de tudo, um ato de confiança. Confiança em vocês, meus caros compatriotas (...). A ascensão de nacionalistas e demagogos é um perigo não só para nossa nação, mas também para a Europa e para o lugar da França na Europa e no mundo”, acusou.
Mais 8 países demonstram as força da direita
Além da mudança no espectro político na poderosa França, a eleição para escolha do Parlamento Europeu também foi marcada pelo domínio dos partidos de direita no restante do bloco. Antes do pleito, nacionalistas e conservadores tinham 396 cadeiras. Com o resultado de domingo, esse número saltou para 402 - ou 56% do total de 720 eurodeputados.
O triunfo da direita - que dominará a bancada ao menos até 2029, ano da próxima eleição - foi significativo em mais 8 países. São eles: Grécia (centro-direita), Bulgária (direita), Espanha (centro-direita), Hungria (direita), Finlândia (direita), Croácia (direita), Áustria (direita) e Alemanha (centro-direita).
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