Hamas liberta soldado israelense-americano
- Núcleo de Notícias
- 12 de mai.
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Libertação do refém ocorre em meio à visita de emissário da Casa Branca e véspera da viagem do presidente Donald Trump ao Oriente Médio

O grupo terrorista Hamas libertou nesta segunda-feira (12) o soldado israelense-americano Edan Alexander, mantido refém na Faixa de Gaza desde os ataques de 7 de outubro de 2023. A libertação foi anunciada pelas Brigadas Al-Qassam, braço armado do Hamas, como parte de uma tentativa de demonstrar "boa vontade" aos Estados Unidos em meio às negociações por um cessar-fogo com Israel.
Segundo comunicado do grupo islâmico, a libertação foi resultado dos esforços de mediação internacional e está condicionada à continuidade das tratativas por um cessar-fogo e pela abertura das fronteiras de Gaza para entrada de ajuda humanitária. O Hamas ameaçou, no entanto, que a manutenção das operações militares israelenses poderá levar à morte de outros reféns ainda em cativeiro.
O Exército de Israel confirmou que o Comitê Internacional da Cruz Vermelha o notificou sobre a entrega do refém, que está sendo transferido sob escolta para militares israelenses. Diferentemente de outras ocasiões, a entrega de Alexander ocorreu de forma discreta.
A libertação coincide com a chegada a Israel do enviado especial da Casa Branca para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e antecede a esperada visita do presidente Donald Trump à região. O gesto do Hamas, embora simbólico, é interpretado como uma tentativa estratégica de pressionar Washington a intensificar seus esforços por um acordo que favoreça os interesses do grupo palestino.
Em comunicado, o Hamas declarou estar disposto a iniciar imediatamente negociações para um cessar-fogo duradouro, exigindo a retirada total das forças israelenses da Faixa de Gaza, o fim do bloqueio imposto ao território, uma troca ampla de prisioneiros e um plano de reconstrução para o enclave controlado pelo grupo.
Além de reafirmar suas exigências, o Hamas apelou diretamente ao governo Trump para que intensifique a pressão internacional sobre Israel, acusando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de crimes de guerra e responsabilizando-o pelas mortes de civis em Gaza — uma narrativa propagandista comumente empregada para desviar o foco da responsabilidade direta do grupo pelos ataques terroristas que iniciaram o conflito.
A libertação de Alexander ocorre em um momento crítico para as negociações e é vista como uma tentativa de ganhar legitimidade diplomática e melhorar a imagem do grupo diante dos interlocutores internacionais, mesmo enquanto ainda mantém dezenas de reféns sob seu controle.
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