Nota do Instituto Democracia e Liberdade sobre as eleições presidenciais 2026

A fé católica não se reduz a uma preferência eleitoral, mas exige do fiel um discernimento à luz da doutrina. Ao votar, o cristão responde a uma consciência formada pelo Evangelho e pelo Magistério, e não a slogans de ocasião.
Para essa decisão, a Igreja oferece critérios objetivos. O primeiro é a defesa da vida humana desde a concepção até a morte natural, como ensina a Evangelium Vitae e como reafirma o Catecismo ao condenar o aborto e a eutanásia. O segundo é a família, fundada na união entre um homem e uma mulher. O terceiro é a liberdade religiosa, garantia de que a Igreja possa existir e agir sem tutela do Estado (Dignitatis Humanae). Somam-se a subsidiariedade, o respeito à propriedade privada e a limitação do poder estatal, pilares da Doutrina Social da Igreja.
Não é possível ser católico e aderir a projetos que relativizam esses princípios. Quem assim age não pode reivindicar o nome de católico apenas por declaração. Lamentamos que setores da CNBB e de seus órgãos vinculados tenham adotado premissas da chamada teologia da libertação, corrente advertida pela Congregação para a Doutrina da Fé em 1984 e 1986 por reduzir a fé a instrumento de luta de classes. Os fiéis não estão obrigados a seguir orientações político-partidárias de cúpulas eclesiásticas que contrariem o Catecismo da Santa Igreja.
Com base nesses critérios, a indicação que se impõe é a do Senador Flávio Bolsonaro, pela coerência entre sua atuação pública e os princípios acima expostos.


Comentários